This article analyzes the character of Luzia in the Brazilian novel Luzia-Homem (1903), by Domingos Olímpio. Trained by her father to become a cowboy, Luzia has uncommon physical strength and receives the nickname Luzia-Homem. While literary critics have analyzed the impossibility or inappropriateness of Luzia's masculinity, I examine the relation between her femininity and masculinity. The theoretical framework is based on Jack Halberstam's research on female masculinity, Lynne Segal's and Raewyn Connell's analyses of masculinities, and Kimberlé Crenshaw's concept of intersectionality. I argue that Luzia performs a female masculinity that suits the most-desired masculinity of her social context, although she is rejected by the townspeople because her heterosexuality is not visible. Following an intersectional approach, I suggest her death implies that poor black women who perform female masculinities cannot have a future. Traditional society prevents the complex intersection of female masculinity, skin color, and class that Luzia represents and transgresses.


Este ensaio analisa a personagem de Luzia no romance brasileiro Luzia-Homem (1903) de Domingos Olímpio. Treinada por seu pai para ser vaqueiro, Luzia tem uma força física incomum e recebe o apelido de "Luzia-Homem." Em vez de discutir se a masculinidade dela é ficcional ou inapropriada, como críticos já fizeram, este artigo examina a relação entre a feminilidade e a masculinidade de Luzia. O marco teórico utiliza a pesquisa de Jack Halberstam sobre masculinidades femininas, a de Lynne Segal e Raewyn Connell sobre masculinidades e a de Kimberlé Crenshaw sobre interseccionalidade. Propõe-se que a masculinidade de Luzia se converte na mais desejada de seu contexto, embora Luzia seja rejeitada porque sua heterossexualidade não é visível. Afirma-se que a morte da personagem indica que mulheres negras pobres que performam masculinidades femininas não têm um futuro no romance. A intersecção que Luzia representa assim como suas transgressões não são desejadas.


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pp. 20-41
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