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Mega-events and socio-spatial dynamics in Rio de Janeiro, 1919-2016
Abstract

Abstract:

This article examines the ways in which discourses of urban development and socio-spatial discipline are wrapped around infrastructure development projects associated with recent, future, and proposed international mega-events in Rio de Janeiro. In the past few years the city and state governments of Rio de Janeiro invested billions of dollars in sporting, tourist, transportation and security infrastructures for the 2007 Pan American Games and hundreds of millions of dollars preparing for the 2014 World Cup and bidding (twice) for the 2016 Olympics. By looking at the historical trajectory of mega-events in Rio de Janeiro, I argue that there has been a discernable shift in the ideologies that drive the production of mega-events in the city. These logics have discursively and materially shifted from more localized expressions of notions of social inclusion and industrial democracy in the mid-20th century to reflect the socio-spatial exigencies of capital in a period of accelerated globalization. I suggest that mega-events impose a neo-liberal "shock doctrine", installing temporary regimes of extra-legal governance that permanently transform socio-space in Rio de Janeiro.

Sumário:

Este artigo examina como discursos sobre desenvolvimento urbano e disciplina socio-espacial são usados para promover projetos de infrastructura associados com os mega-eventos internacionais no Rio de Janeiro. Nos últimos anos os governos da cidade e do estado do Rio de Janeiro investiram bilhões de dólares em infrastruturas esportivas, túristicas, de transporte e de segurança para os Jogos Panamericanos e centenas de milhões dos dólares para a Copa do Mundo de 2014 e em duas tentativas de conseguir os Jogos Olímpicos. Ao analisar a trajetória histórica dos mega-eventos no Rio de Janeiro, eu mostro que as ideologias que dirigem a sua produção sofreram mudanças profundas. Elas se transformaram, discursivamente e materialmente, de noções de inclusao social e de democracia industrial no meio do século 20 para refletir as exigencias socio-spaciais do capital em um período de globalização acelerada. Ao final, eu sugiro que os mega-eventos imponem uma "doutrina choque" neo-liberal, que instala formas de governo extra-legal, transformando permanentemente o socio-espaço do Rio de Janeiro.